Bielsa vai ter que improvisar atrás sem Ronald Araújo e com José María Giménez em dúvida desde o início. A ausência de De Arrascaeta ainda tira a capacidade de quebrar linhas com passes de risco. A Arábia Saudita, mesmo sem ser favorita, mostrou contra o Senegal que consegue ficar organizada e não entrega o meio de campo de bandeja.
Donis já deixou claro que não pretende só esperar. O time saudita quer pressionar em alguns momentos e usar Salem Al-Dawsari como válvula de escape. Isso significa que o Uruguai não vai encontrar um adversário parado dentro da área, o que aumenta o risco de erros na saída de bola e diminui a chance de um placar elástico a favor dos celestes.
O calor de Miami também joga a favor da seleção árabe, acostumada com temperaturas altas. O Uruguai viajou com atraso e chega com menos tempo de adaptação. Esses detalhes, somados às lesões, fazem o mercado ainda precificar uma margem de dois gols como se o time de Bielsa estivesse completo.
Olhando as últimas partidas, a Arábia Saudita evoluiu na compactação defensiva. Já o Uruguai mostrou dificuldade para furar bloqueios baixos e sofreu quando foi pressionado em contra-ataque. A combinação desses fatores aponta para um jogo mais equilibrado do que a odd sugere.





